Reportagens sobre o Programa Um Computador por Aluno (UCA)

Veja a seguir duas reportagens que falam sobre algumas experiências proporcionadas pelo Programa Um Computador por Aluno (UCA) em escolas brasileiras. A primeira foi realizada pela TV NBR, enquanto que a segunda foi transmitida pela Rede Globo, no Jornal Hoje do dia 10/08/2007.

Educador quer redes sociais no currículo escolar

Pesquisador da Unicamp participará de congresso sobre redes sociais na educação. “Blogs só são usados para divulgar conteúdo”, diz

As redes sociais, como o Twitter, o YouTube e o Flickr, podem – e devem – entrar nas salas de aulas como ferramentas de uso pedagógico, na avaliação do pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, José Armando Valente. Nesta sexta-feira, o professor vai participar do congresso People.Net in Education, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que vai discutir a aplicação das redes sociais à educação. Ao iG, Valente adiantou o foco de sua palestra e a preocupação de que as ferramentas não sejam usadas apenas como um apêndice das aulas, mas que haja uma orientação sobre o conteúdo consumido e gerado para a rede dentro das escolas: “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”, diz. Para o professor, atualmente, nenhum país consegue fazer isso de forma sistemática, penas através de iniciativas pontuais.
Confira a entrevista concedida por telefone pelo pesquisador, que é também professor o Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Unicamp e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP:
iG: As redes sociais já são usadas nas escolas como ferramenta para desenvolver o aprendizado dos alunos?
José Armando Valente: Tem professores – pontualmente – usando blogs e outros recursos de rede sociais em aula, mas isso só ocorre por interesse particular de alguns profissionais. Não existe uma prática incentivada por grupos, escolas, redes de ensino. Mesmo assim, o que eles fazem, na maioria dos casos, é usar blogs para divulgar algum conteúdo que não deu tempo de passar em aula, receber material de aluno. Essa prática não inova em nada, é apenas uma outra forma de transmitir informação. Poderia ser usado um email, por exemplo.
iG: E como seria o uso de forma inovadora?
José Armando Valente: As ferramentas de redes sociais devem ser usadas como práticas pedagógicas, de forma integrada ao currículo. Não adianta só acessar a rede dentro da escola, sem uma proposta. Tem que ter alguém olhando e orientando, verificando se os alunos estão gerando conteúdo de fundamento, se tem um conceito sendo trabalhado. Isso é o que quero falar na palestra (no congresso Congresso People.Net in Education): “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”.
iG: O senhor poderia citar exemplos práticos?
José Armando Valente: Brincar no Twitter gera um conteúdo de síntese muito grande. O professor de português poderia usar essa atividade para treinar o resumo de ideias com os alunos. Mas não é o que ocorre. Os jovens usam a ferramenta, mas o professor não intervém, não questiona o que eles fazem. Outro caso que tomei conhecimento é o de uma escola que propôs que os alunos organizassem um flash mob (mobilização instantânea em local público, geralmente organizada por email ou redes sociais). Deu certo, mas os professores de matemática perderam a oportunidade de trabalhar vários conceitos em relação ao evento, como estratégia e logística, que são conteúdos da aula de matemática. A escola fez a atividade, mas não usou como prática pedagógica. Aí nas aulas mantém o método tradicional de transmissão de conhecimento, que se torna uma chatice para os alunos.
iG: Quais as dificuldades para tornar esse uso das atividades em rede como prática pedagógica uma realidade?
José Armando Valente: É muito difícil, é mais fácil usar recurso para transmitir informação, do jeito que sempre foi. Mesmo quando os professores têm interesse e vontade, não têm apoio da gestão da escola, das redes de ensino para aplicar outros tipos de aula. É complicado usar de forma isolada, tem que estar no currículo. Hoje, as redes sociais são usadas só como apêndices, atividades fora da rotina.
iG: Em algum país é diferente e as redes já são integradas ao currículo?
José Armando Valente: Ninguém faz isso no mundo inteiro. Mesmo a Coréia do Sul e a Dinamarca, países tecnologicamente avançados e com bons resultados nas avaliações educacionais, não conseguiram. A Inglaterra tem um grupo que está trabalhando o conceito há algum tempo, tem consciência da necessidade dessa mudança, mas só aplicou a prática em escolas pontuais.
iG: Por que as mudanças tecnológicas demoram mais a ser incorporadas no ambiente escolar que em outros meios. As escolas continuam muito parecidas com as de décadas atrás…
José Armando Valente: O ensino tem uma estrutura hierarquizada, difícil de ser transformada. Uma das atividades da educação é perpetuar o status quo. E essa manutenção tem um valor. Mas essa mudança que estamos falando, das atividades da era do lápis e papel para a era digital, é necessária. Um gráfico que era desenhado no papel agora rapidamente ganha recursos e formas através da tecnologia. O estudo dele muda, não basta só entender o gráfico, mas é preciso interpretá-lo, dar novas funções e movimentos a ele. E isso tem que entrar no currículo.
iG: Muitas vezes, os alunos já têm mais facilidade com a tecnologia do que os professores. Isso não atrapalha a relação professor-aluno? Como os docentes devem se preparar para lidar com essa diferença de experiência e conquistar o respeito dos alunos?
José Armando Valente: O professor tem que ser esperto, usar os conhecimentos do aluno, pedir ajuda no que os jovens conhecem mais, organizar uma dinâmica na sala de aula que dê voz a quem sabe. O professor precisa sair do pedestal e entender que tem gente que sabe mais que ele. A grande dificuldade está em querer que o professor saiba tudo, enquanto a molecada toma conta. É preciso fazer uma parceria com o aluno.

Concluída etapa da formação dos multiplicadores

Nesta quinta-feira, 17, foi concluída mais uma etapa da formação para os multiplicadores dos Núcleos de Tecnologia Estaduais e Municipais (NTEs e NTMs), participantes do Programa UCA no Ceará. O encontro foi realizado na sala de seminários da Pró-reitoria de Graduação da Universidade Federal do Ceará, no Campus do Pici, e organizado pelo grupo de formação do Projeto da UFC, sob coordenação do professor José Aires Castro.
A pauta do dia contou com relatos dos multiplicadores e representantes das escolas sobre o momento atual da formação nos municípios e socialização das experiências já realizadas; apresentação do Módulo 3, realizada pelas integrantes do grupo de formação do Programa UCA da UFC, Márcia Morais, Auricélia Silva, Betânia Rocha e Claudenice Souza. Enquanto que o último momento do dia, como é feito a cada encontro, ficou reservado para a discussão do planejamento das atividades que serão realizadas durante o ano em cada município/escola.
O momento de socialização das experiências foi especialmente rico, pois, propiciou a exposição de diversas atividades com o uquinha que foram e estão sendo realizadas nas escolas por professores e alunos. Entre elas estão a criação de blogs, gravação de vídeos, registros de fotografias pela webcam, uso gênero textual Scrap da rede social Orkut, pinturas no Tux Paint e no Kolour Paint, exercícios de matemática no Tux Math e KSpread, escrita de textos no KWord, entre outras. Os detalhes dessas atividades e seus planos de aula podem ser encontrados tanto nos blogs das escolas, quanto nos blogs do Programa UCA de cada município, os links para estes estão aqui no Blog UCA/Ceará, respectivamente, nas seções “Blogs das Escolas UCA/Ceará” e “Multiplicadores em Ação no Ceará”.

Confira fotos do evento:

Fotos: Auricélia Silva.

Site disponibiliza download do livro “Software Livre, Cultura Hacker e Ecossistema da Colaboração”

O espaço Wiki Tech, da empresa Colivre, está disponibilizando o download gratuito (sob Creative Commons) do livro “Software Livre, Cultura Hacker e Ecossistema da Colaboração”. Dentre os ótimos artigos, há um sobre a tecnologia na obra do filósofo brasileiro Álvaro de Oliveira Pinto e do educador Paulo Freire. Clique aqui para acessá-lo.                                       
Fonte: Professor Lincoln Mattos e Professor Aires.

Uso de blogs educativos na Escola Francisco Holanda Montenegro

Os professores da Escola Francisco Holanda Montenegro, em Iguatu, iniciaram o ano letivo de 2011 com uma novidade em suas aulas: o uso de blog por meio dos laptops do Programa UCA. Os docentes criaram blogs de suas respectivas disciplinas e estão utilizando-os como apoio didático e metodológico durante as aulas.
A ideia surgiu durante o estudo do módulo sobre Web 2.0 e foi concretizada no encontro pedagógico realizado nos últimos dias 08 e 09 de fevereiro. Na ocasião, discutiu-se qual a melhor estratégia para explorar os laptops em sala de aula, de modo que eles fossem incorporados a prática de ensino e da aprendizagem. Foi então que, o professor de matemática e física, Vildemar Lavor, sugeriu que cada docente criasse um blog contendo conteúdos de suas aulas. Lavor já tinha criado o seu próprio blog e expôs para os colegas as vantagens de usar esse recurso durante as aulas. Todos aceitaram e aderiram à proposta, iniciando o processo de construção dos blogs de acordo com suas áreas de ensino. Desde então, os professores passaram a postar os planejamentos nos blogs criados, com a intenção que os alunos acessem e acompanhem o desenvolvimento das aulas, podendo ainda participar postando comentários e sugerindo links de páginas relacionadas às temáticas abordadas.
A utilização dos blogs tem mudado o cotidiano das aulas, trazendo mais dinamismo e contribuído para o aprendizado colaborativo dos alunos. Segundo os professores, essa ação tem possibilitado maior interação entre alunos e professores em função dos conteúdos trabalhos. Com essa ferramenta, os alunos podem discutir ideias e manifestar opiniões sem que estejam no mesmo espaço físico da sala de aula, ampliando os momentos de interação com a matéria estudada.

Novas discussões e ideias sobre o uso do blog acontecem semanalmente, quando os docentes se reúnem para planejar, contando sempre com o apoio das professoras do laboratório, Mauricélia Alves e Francisca Teixeira, do professor Vildemar, criador da idéia, e ainda do multiplicador do NTE, professor Léo.

Acesse os blogs criados pelos professores:

franciscateixeira.zip.net – Português – Professora Francisca
falandooutraslinguasfhm.zip.net – Espanhol – Professora Francisca
ma-lavor.zip.net – Matemática – Professora Mauricélia
blogdebiologiafhm.zip.net – Biologia – Professora Ivoneide
blogdequimicafhm.zip.net – Química – Professora Ivoneide
blogdahistoriafhm.zip.net –História – Professora Iasmim
blogdageografiafhm.zip.net – eografia – Professora Iasmim
blogdafisicafhm.zip.net –Física – Professor Vildemar
blogdamatematicafhm.zip.net – Matemática – Professor Vildemar
k-barbosa.zip.net – Filosofia – Professora – Maria Bonfim
keuly.zip.net – Sociologia – Professor – Maria Bonfim
Saiba mais sobre essa iniciativa acessando o blog da escola.
Fonte: Silvana Holanda e Márcia Morais.

Escola Estado do Paraná: Planejamento de aulas usando o uquinha

No último dia 11 de março, a Escola Estado do Paraná, em Fortaleza, reuniu os professores das áreas de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas e da Natureza durante a Semana Pedagógica para a realização de planejamentos de atividades utilizando alguns recursos do laptop educacional.

Com o apoio das professoras-multiplicadoras do NTE, Kalina Santos e Catarina Tavares e a colaboração da equipe UCA/CE, representada por Karla Silva, Catia Harriman e Katyúscia Viana, o encontro realizado nos turnos da manhã e tarde promoveu interação entre os professores, apresentou a situação atual da escola e gerou uma discussão sobre a utilização da informática na educação, na qual foi ressaltada a necessidade dos professores proporem atividades com os laptops que propiciem a interação e colaboração entre os alunos e os estimulem a serem autores do seu próprio conhecimento.
Mesmo sem acesso a internet devido à oscilação na rede elétrica da escola, os professores se organizaram e elaboraram atividades, que acontecerão na semana do dia 21 a 25 de março, utilizando alguns softwares instalados no laptop, como o Tux Paint, o Tux Math, o Kword, o KPresenter e o KSpreed.
Entre as atividades propostas, está uma aula de inglês na qual os alunos irão capturar imagens conforme a representação (expressão, gestos, caras e bocas) de alguns adjetivos como: sad, happy, anger, sleepy, bad. Já em outra aula o professor trabalhará com a planilha eletrônica, utilizando o software KSpreed, para a criação de um “cartão do estudante” onde os alunos irão capturar suas fotos pela câmera e também calcular seus IMC (Índice de Massa Corporal) através do peso e altura que serão verificados na própria sala de aula. Para que o registro desses valores pelos alunos seja possível, o professor levará para a sala uma balança e uma fita métrica. Acesse o blog da escola e veja mais planos de aula.
Além das ideias de atividades com o uso de softwares do laptop, os professores aguardam ansiosos pela conexão da internet para colocarem em prática a utilização de materiais online já pesquisados e avaliados por eles.
Fonte: Karla Silva

Rede Mesh: Um novo recurso de comunicação

Durante palestra realizada na Universidade Federal do Ceará (UFC) em janeiro deste ano, o professor Paulo Gileno Cysneiros, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), falou sobre os usos da rede mesh, afirmando que a mesma está sendo bastante utilizada para a comunicação entre alunos e professores das escolas do Programa UCA em Pernambuco. Segundo o professor Melo Jr., do Instituto UFC Virtual, a rede mesh “pode ser muito bem utilizada tanto para comunicação direta – através de texto – quanto para troca local de arquivos”. O Grupo UCA da UFPE produziu um vídeo que explica como podemos usá-la, assista-o a seguir:

Fonte: http://ucape.blogspot.com/2010/08/rede-mesh.html, Professor Melo Jr. e Professor Paulo Gileno Cysneiros.

Lançamento do Projeto UCA em Sobral

A Escola de Ensino Fundamental e Médio Profissional São José, em Sobral, realizou nesta quinta-feira, 24, o lançamento do Projeto UCA com a participação de toda a comunidade escolar. O evento teve início às 18h30, na quadra coberta da própria escola, com a presença de todos os alunos fardados com camisa contendo a arte do projeto e o nome da escola.

Tivemos a formação da mesa das autoridades (composta pelos representantes do Instituto UFC Virtual Prof. Doutor Ismael Pordeus Furtado e Profª Mestra Claudenice Freitas, o Secretário Municipal de Educação representando o Prefeito e também como Secretário, a Coordenadora da 6ª CREDE Profª Valdízia, a Diretora da Escola Profª Célia, o representante do Secretário de Gestão Petrônio Aguiar, a Superitendente da Escola Profª Sandra Ponte, os Professores Multiplicadores da CREDE Prof. Caubi de Mesquita e Alba-Valéria, o Presidente do Grêmio Estudantil José de Sousa Neto). Em seguida, tivemos a execução do Hino do Ceará, palavra do Presidente do Grêmio Estudantil, da Diretora da Escola, do Secretário de Educação, do Representante do Instituto UFC Virtual, da representante da CREDE e do secretário de educação do município.


A EEFM Profissional São José mostrou no telão todo o processo de preparação para receber o Projeto UCA, a formação de professores com o Módulo de Apropriação Tecnológica, os momentos de utilização do uquinha pelos alunos da 3ª série do ensino médio e a culminância do 1º módulo. Em seguida, houve uma entrega simbólica dos laptops a dez alunos, realizada pelas autoridades presentes. E para finalizar tivemos a apresentação de grupo de dança da escola.
Após esse momento solene, convidados, representantes da comunidade, professores e alunos que integraram a comissão de recepção e apoio dirigiram-se às salas de aula onde os alunos demonstraram como utilizar os aplicativos, navegar na Internet, além de fotografarem alguns convidados e visitarem a sala dos uquinhas. Por fim, foi oferecido um coffebreak para os presentes.

Saiba mais acessando o Blog da escola São José  e a seguir assista a um vídeo produzido pelo Instituto UFC Virtual durante o Lançamento do Programa UCA em Sobral:


Fonte: Caubi de Mesquita Bezerra e Alba-Valéria – Professores Multiplicadores do NTE e http://eefmpsaojose.blogspot.com/